quinta-feira, 25 de junho de 2009

Mudando de assunto

Mudando totalmente o teor do blog aqui, coloco um tipo de despedida da personificação do Pop. O tipo de fato que eu não achava que aconteceria. Claro que um dia ele morreria, mas que é foda, é. Assim como deve ter sido difícil acreditar que John Lennon morreu, Bob Marley, Elvis Presley...

Enfim, minha singela homenagem/despedida.

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Just Beat It

Quem nunca teve medo do clip de Thriller? Quem nunca tentou fazer moonwalk? Quem nunca cantou Beat It? Bad? Black Or White? ABC? Quem nunca chutou o ar imitando little Michael? Quem nunca achou massa ver o Jackson Five com calças boca de sino e aquele guri tomando a frente e cantando com sua voz de crainça adulta e dançando como se tivesse ensinado a James Brown? Se você respondeu não em todas, pode parar de ler aqui.

Eu sempre me pergunto como será quando os grandes (grandes mesmo) nomes da música morrerem? Sei que já morreram John Lennon, Bob Marley, Elvis, mas eu não vi isso. E parece que agora eu sinto essa sensação um pouco amarga.

Hoje, 25 de junho de 2009, morreu Beethoven. Morreu Mozart. Morreu Elvis Presley. Morreu James Brown. Morreu Bob Marley. Morreu um Beatle. E morreu, pra agora viver em paz, Michael Jackson. O sentimento é de tristeza como o de quem perde uma pessoa próxima. Um amigo de infância. Era isso que Michael Jackson representava pra muita gente, inclusive para mim. Um amigo de infância que você nunca perdeu o contato, que você tá sempre ouvindo (e porque não conversando), vendo, se preocupando. O coração fica pequeno, apertado, sem querer bater mais que 30 vezes por minuto.

Ao mesmo tempo a tristeza abre espaço para um sentimento de alívio por um amigo que passou a vida sob pressão. Que passou a vida lutando contra sua baixa auto-estima, seus conflitos internos, seus problemas psicológico. Um amigo que viveu boa parte do tempo doente. Doente pra dentro de si mesmo. De uma criança que não teve infância e resolveu viver esta depois dos 30, 40 anos. Uma espécie de Peter Pan moderno. Alguém que, por mais que tenha sido vítima, foi também impotente para combater e enfrentar todos os seus problemas.

Não tem Prince, não tem Madonna, não tem nenhum outro dos seus irmãos Jackson e não tem nenhum outro pós-Michael que possa chegar aos seus pés. Não diminuindo Madonna, Prince, irmãos ou qualquer outro de sua época ou depois disso. Mas é que Ele (com letra maiúscula mesmo) praticamente inventou a música Pop. Aperfeiçoou James Brown, fez o “break” virar música e dança pra todo mundo de todas as cores e classes. Fez o disco mais vendido de todos os tempos (com a ajuda de Eddie Van Halen), Thriller, com a melhor sequencia de músicas seguidas EVER: Thriller, Beat It, Billie Jean e porque não Human Nature?! Era um Jackson do Jackson Five e não precisa falar muito mais disso. A máquina de criar sucessos, de hits, o maior nome do Pop, sempre e para sempre.

Às vezes acho (e a maioria dos seus fãs também devem achar) que isso é mais uma ação de Marketing de Michael e que amanhã ele vai sair da sua casa normalmente, com seu chapéu, de luvas e calça coronha pra divulgar a sua turnê. Que ele vai rir e debochar da imprensa e dizer que isso foi só uma brincadeira. Que vai fazer Moonwalk de novo. Que vai chutar o ar. Ajeitar o chapéu e num gesto rápido vai jogá-lo longe. Que vai dar aquele xau por trás de uma máscara. Cai a ficha. Parece que dessa vez não. “It’s Human Nature”. Chegou a hora que ele deve ter dito “Chega! Não aguento mais. Paro por aqui!” E foi.

Vai-se Michael. Não fica ninguém em seu lugar.

Era Rei. É Rei. Será sempre Rei. Pop is dead. Michael is not dead. Just Beat It.

1958 - 2009 - Pra sempre

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Abaixo o vídeo que pra mim é a melhor de Michael Jackson. Billie Jean e o primeiro moonwalk para o público.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

fechando a mala


antes de dizer que o blog fechou, escrevo aqui que fechei as malas pra voltar ao brasil. ainda vou escrever sobre como foram os dias em toronto e niagara falls.

a sensação ao fechar a mala foi de que fiz um bom papel aqui. pra mim mesmo. posso dizer que cresci. e também emagreci. aqui em montreal eu tive que correr atras das coisas e em alguns casos significava correr mesmo. o onibus nao fica esperando naquele grito "peraê, motôôô!!!"

aqui também eu vi muita coisa. vi rico, pobre, mendigo, milionário, bilionário, punk, gótico, emo, junky, hippye, clubber, normal, casual, moderno, retrô, latino, japones, chines, coreano, mais japones, outro chines, outro ali, mais um, arabe, judeu, palestino, americano, africano, eita... outro chines, canadense, quebecois, alto, baixo, gordo, gordao, magro, mago, magrelo, amarelo, preto, branco, preto e branco, bonito, feio, feia, bonita, flor, planta, neve, chuva, sol, limpeza, sujeira, lixo, pixação, recife, são paulo, rio de janeiro, olinda, ben harper, ferrari, porsche, fusca, cachorro, gato, galinha, bicho de pé, rio, lago, praia (o nome era praia), frio, calor, vento, tempestade, raio, john lennon, amigos, saudade, esperança, briga, abraço, beijo, problemas, opa... mais um chinês...

e isso tudo eu to levando comigo, não na mala (não cabe porque tem muito chinês) e nem tudo em fotos. to levando na memória e no coração. guardei essa cidade no meu coração, num cantinho que o recife deixou eu reservar pra ela. não é a minha cidade, não é o meu país, mas eu posso dizer que hoje tenho um carinho especial por montreal. pra todo mundo, eu recomendo vir aqui.

um beijo pra todo mundo e até já já!

terça-feira, 2 de junho de 2009

IMAGINE

Os posts andam meio atrasados aqui, mas é que às vezes esse negócio de atualizar blog da um trabaaaalho. Bom, com coisas acumuladas vou falar de algumas coisas feitas há cerca de 2 semanas. Está acontecendo aqui em Montreal a exposição Imagine (inglês, por favor), que conta a história dos protestos de John Lennon e Yoko Onno. Eu ia até xingar a moça aqui, mas como a exposição fala de paz, deixa pra lá.

Ela acontece no Musée de Beaux Arts de Montreal (Museu de Belas Artes) e é super bem feita, muito bonita e emociona até quem não gosta da pobre da Yoko. Tudo bem que 99% das pessoas culpam ela pelo fim dos Beatles, mas o tamanho da loucura de John Lennon também ajudou. Ela só deu o empurrãozinho. Hehehehe.

O que dá pra ver na exposição é que John (chega de Yoko) tinha uma real preocupação com o andar do mundo, mas às vezes esquecia de se preocupar consigo. Ele veio bater em Montreal pra fazer esse protesto porque seu visto nos US foi negado por causa de porte de drogas um pouco antes, e em Toronto a imigração perguntou se ele tinha alguma ligação com grupos terroristas. Ahn? Aí ele estilou e disse "meu véio, aí é foda... vou pra Montreal que lá é limpeza. O povo usa droga na rua e ninguém liga". E veio. E foi recebido pelo prefeito e tratado como rei (que ele até merece) aqui.

Na exposição tinha de objetos pessoais do próprio: a famosa cama do protesto, seu violão usado pra gravar GIVE PEACE A CHANCE direto do quarto (o link pra ver o video ta aqui http://www.youtube.com/watch?v=I-NRriHlLUk ), seu piano branco, onde ele compôs a melodia de Imagine, os pedaços de papel de hotéis, restaurantes, folhas amassadas com as letras originais de Imagine, Give Peace a Chance e Merry Christmas (War is Over) e outros. Além disso vários discos dele, fotos, certidão de casamento com a dita cuja (coisa de fã recalcado), vídeos e outras coisas. Em alguns momentos da exposição você sente que o mundo pode ter jeito. Uma coisa um tanto utópica nos dias de hoje, mas a sensação que dá é essa sim. E acho que por esse motivo, ela atinge seu objetivo. Contagiar a pessoa com o espírito do cantor, ativista, desenhista, foda, mestre, compositor, diretor, beatle (paro os adjetivos neste que só existe para 4 pessoas na história) John Lennon. Ele era foda. Ele era gênio.

Na exposição também fala do seu assassinato em frente ao seu edifício por Mark Chapman, talvez um dos homens mais odiados da história moderna. E a frieza e a estupidez desse cara também ficaram na minha cabeça depois da exposição. Quando perguntado se ele sabia o que ele tinha feito, sua resposta foi a simples frase"I just shot John Lennon". Pra ele pode ter sido apenas isso, mas não pro resto do mundo.




"all we are saying is give peace a chance"

a viola do cara, com direito a seu desenho/assinatura nela. pra quem é fã, é emocionante ver de perto.

Eu lá na cama do protesto. Claro que esse lençol deve ser trocado diariamente, mas a cama é a mesma. Bom, é o que dizem.


Paul McCartney da Boa Vista senta no piano de John Lennon. Pretencioso? Eu? Nem a pau!


Abaixo, letra (duas fotos) de Merry Chrismas (War is Over)


Uma das áreas dos vídeos.


Abaixo a letra escrita à mão pelo próprio, original, num papel do hotel.

Bom, tem mais coisa pra mostrar mas deixa pra quando eu chegar no Recife. Como eu disse temc coisa atrasada aqui pra eu postar e farei logo, logo.

Beijos e abraços pra todos.
artur (get back)